sábado, 12 de março de 2011

Carnaval


Carnaval, fui convidada por uma amiga para passarmos em uma casa em Cabuçu, ali pertinho de Santo Amaro/Ba, que deveria estar como na foto acima, assim eu esperava.

Nossa! Ô arrependimento, Deus meu!

O lugar deveria ser lindíssimo, a água do mar de lá é morninha, o mar é calmo, uma delícia, mas tem que andar muito para encontrar um local legal dentro da água e sabe por quê? Simplesmente é um mundo de garrafas pet, latinhas de cerveja, sandálias, o que se possa imaginar de lixo que o povo joga na água, meu Deus, dá uma tristeza de ver aquilo, como podem ser tão mal educados? E as crianças já vem com o mesmo ranço, afinal, elas imitam os adultos.

Eu arrastei do mar um pedaço imenso de plástico e trouxe para a areia, bem longe da margem e as pessoas ao redor ficaram me olhando como se eu fosse um extraterreste, imaginem?

E o som? Puts! O povo não sabe mais ouvir seu próprio som para si, tem que mostrar ao vizinho o som potente que ele tem no carro, incomodar aqueles que estão ali procurando sossego e o pior, ainda impor seu gosto musical, muitas vezes pra lá de duvidoso.

Não dá pra descansar; ler só com muita, mas muita concentração, ainda mais que essas músicas ruins entram na nossa mente com poder de mensagens subliminares e vai te deixando louco, com dor de cabeça e agressivo.

Enfim, foi um dos meus piores carnavais. A única coisa que valeu a pena foi ficar com os amigos lá no meio do mar, bem longe da borda. E isso quando não tinha nenhum idiota com um colchão inflável fazendo as vezes de boia, sem o menor respeito pelos banhistas ao redor e nitidamente procurando qualquer um que reclamasse para criar uma confusão daquelas.

E pensam que não tinha câmara de pneu de caminhão como boia também? Oh! mas é claro que tinha, aos montes, isso não pode faltar no cenário degradante das praias daqui.

Resumindo: Cabuçu não me vê nunca mais, valeu?

PS.: como o ano do baiano só começa depois do carnaval, e o meu não é diferente, feliz ano novo, meu povo!

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