
Hoje, lendo um livro, encontrei o texto transcrito abaixo. Interessante e atual.
“Prezado Professor:
Sou sobrevivente de um campo de concentração. Meus olhos viram o que nenhum homem deveria ver. Câmaras de gás construídas por engenheiros formados. Crianças envenenadas por médicos diplomados. Recém-nascidos mortos por enfermeiras treinadas. Mulheres e bebês fuzilados e queimados por graduados de colégios e universidades.
Assim, tenho minhas suspeitas sobre a Educação. Meu pedido é: ajude seus alunos a tornarem-se humanos.
Seus esforços nunca deverão produzir monstros treinados ou psicopatas hábeis.
Ler, escrever e saber aritmética só são importantes se fizerem nossas crianças humanas. ”*
*Texto encontrado após a Segunda Guerra Mundial, em um campo de concentração nazista.
Outro dia estava conversando sobre isso, valores. As pessoas cada dia tem menos valores éticos, morais, de convivência pacífica em sociedade.
Claro que a educação moral é papel dos pais também, mas os educadores tem papel importantíssimo, sobretudo aqueles das primeiras letras. Já dizia um ditado bem antigo: “é do pequeno que se faz o grande”, assim como aquele que diz “educai a criança para que não seja necessário punir o adulto”.
Eu tenho 28 anos, sou do finalzinho de 1980, e me lembro que na 5ª e 6ª séries tive a disciplina Educação Moral e Cívica - EMC, voltada para o ensino do que é ser cidadão, respeitar o direito do próximo, fazer valer os seus, cumprir seus deveres, aprender a cantar o Hino Nacional, até educação para o trânsito tinha. Foi ali que aprendi que “O meu direito termina onde começa o do outro”. Essa disciplina deveria voltar à grade do ensino fundamental.
A maioria dos jovens de hoje é desprovido de valores morais e éticos básicos, o que impera é a Lei de Gerson – levar vantagem em tudo. Não se respeitam as pessoas, o trânsito, os idosos.
Até pouco tempo atrás eu dava o lugar no ônibus a idosos, gestantes, mulheres com crianças pequenas no colo e também pedia para segurar volumes das pessoas que estavam em pé, enquanto eu estava sentada. E outras pessoas faziam isso com freqüência. Hoje as pessoas disfarçam, fingem que estão dormindo, ocupam os lugares reservados descaradamente.
Sem falar que as pessoas não se penalizam pelo sofrimento alheio, é um tal de “primeiro eu, segundo eu e depois de mim sou eu”. Uma lástima. E quando se questiona, a resposta pronta de sempre é “todo mundo faz isso, eu não posso mudar o mundo”.
Claro, não se pode mudar o mundo, mas se pode mudar a si próprio. A máxima da educação está no exemplo. Lembram da história da andorinha? Pois é, a idéia é mais ou menos por aí.
Quero saber a que ponto vamos chegar em violência, corrupção, falta de educação e caráter, entre outras mazelas que a cada dia aparecem de diferentes formas e de maneira inimaginável.
Bom, meu desejo é que essas minhas humildes palavras possam se converter em auxílio para alguma reflexão.
Boa noite e bom domingo.
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