
Há alguns anos tenho reparado o comportamento das pessoas no último mês do ano. E isso não é porque as festas de final de ano não me apetecem, não é por isso. Creio até que deixei de gostar delas por conta da minha constatação após a análise.
Durante o ano inteiro reparo pessoas que só pensam em si, chegam ao extremo do egoísmo, desrespeitam espaços e direitos, invadem privacidades, fazem fofoca, invejam, tentam puxar tapetes, maltratam familiares, animais, colegas de trabalho, o gari e quem mais aparecer no caminho, prejudicam o próximo em proveito próprio, não olham nem para o lado, para as necessidades alheias, que nem sempre são materiais/financeiras.
Aí chega dezembro, e com ele, opa!, o “Espírito Natalino” se instala. E é um tal de comprar presentes, confraternizações, arrumar guarda-roupas para fazer doações, é cesta básica, visita a orfanatos, abrigos de velhinhos, sopa para moradores de rua, tentar fazer as pazes com quem sacaneou o ano inteiro, enfim, uma farra da hipocrisia humana. Como se as festas natalinas tivessem o condão de deletar tudo o que se passou. Em mim não acontece isso, aliás, meu senso crítico é até estimulado, fica afiadíssimo.
Não! Eu não gosto daquelas mensagens copiadas e imensas, de Natal e Ano Novo, Menino Jesus, etc e tal. Pra falar a verdade, e perdoem-me a sinceridade nua e crua, eu não as leio. Basta me mandar um Feliz Natal e próspero ano novo, com suas palavras, que tá bom demais, é mais caloroso.
Ultimamente ando tão rebelde que nem retribuo individualmente, apenas escrevo uma mensagem de agradecimento e votos no meu perfil do Orkut. É geral, sim, mas é de coração, com todo carinho. Perdoem-me, nada pessoal mesmo. Falta-me paciência e sobra-me praticidade.
Não pensem que ando amargurada, nada disso, ando mesmo é cansada de muita coisa, sobretudo da natureza humana. E resolvi desabafar mesmo. Cada dia que passa, amo mais meu cachorro, Max, aquele, sim, que é “gente” boa.
Bom, não posso deixar de lembrar a todos que os albergues, orfanatos, abrigos de idosos e coisas do gênero são abertos durante todo o ano e precisam de doações SEMPRE. Que dezembro é apenas mais um mês do calendário. Que aquele colega de trabalho pode até ser chato, mas é gente. Que se o gari não limpar a rua, estamos todos lenhados na primeira chuva que der. Que respeito é bom e todo mundo gosta, principalmente nós mesmos, então vamos respeitar e aprender a tratar o outro com mais humanidade.
Ah! E lembrar, ainda, que sou gente, e como tal, apesar da minha indignação ora explanada, todo final de ano tenho esperanças de que o próximo será melhor, embora não faça mais planos, apenas financeiros, pois tenho que pagar o povo em dia, né?
E por conta dessa esperança de final de ano, inseri a imagem desse bichinho que parece um grilo, mas não é. É uma esperança mesmo. Mainha me ensinou desde a mais tenra idade que se matar o bendito, a pessoa tá f...Matou a esperança na vida. Medo ou respeito, nunca matei nenhuma! E como esperança, dizem, é a última que morre, a minha tá vivinha, graças a Deus.
Bom, que 2009 venha com muita energia positiva para todos nós.
Beijos
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