terça-feira, 21 de outubro de 2008

Até quando...















Oi, Pessoal!

Minha postagem hoje não é sobre coisas alegres, nem um fato interessante que aconteceu, mas não deixa de ser relevante, posto que agora, infelizmente, a violência faz parte do cotidiano de todos nós.

Fiquei muito triste com o desfecho que teve a história do triângulo Eloá - Lindenberg - Naiara, não imaginava nem de longe que ele teria coragem de fazer isso, afinal, ele alegava amá-la. Será que quem ama maltrata?

No início, confesso que acreditei e confiei na imagem que a mídia passou, de um trabalhador, calmo, amoroso. Depois, com o passar de tantas horas,
comecei a recear a confusão mental daquele rapaz, pensando que ele realmente não tinha vontade de que o desfecho fosse pacífico.

Também não concordo que devamos sair culpando a polícia, a família, tampouco trazer especialista brasileiro que mora nos EUA e treina a SWAT, para dizer, depois que tudo aconteceu, qual teria sido a melhor opção, isso não ajuda em nada, só incita mais violência, intolerância e revolta. Por que ele não veio
ajudar antes do desfecho, já que o episódio teve repercussão internacional?

Fiquei triste também quando soube que uma criança de 6 anos foi morta por bala perdida, aqui, bem pertinho de casa, na Cidade Baixa. Seis anos, gente, filho único! A mãe tentou ter um filho por 16 anos, e quando vem, a violência ceifa sua vida em tão tenra idade, com tudo pela frente. É uma sensação ruim, estranha, afinal, bala perdida era uma realidade distante, lá no Rio de Janeiro.

Hoje, acordei assustada aqui na minha rua, com um rapaz ameaçando meu vizinho da frente de morte. Eram impropérios absurdos que ele gritava. Eu me tremia da cabeça aos pés. Isso tudo aconteceu, pelo que pude entender, por conta de uma confusão entre os dois, meu vizinho veio em casa e pegou uma faca. O outro veio correndo atrás, para matá-lo. Resultado, meu vizinho teve que sair de casa, a toque de caixa, para não morrer.

Nós nunca pensamos que essas coisas aconteceriam tão próximas. E cada dia que passa, aumenta mais. As formas de violência se aprimoram. A paisagem da cidade hoje se resume em: carros com os vidros escuros e fechados, prédios com seguranças armados, helicóptero da polícia sobrevoando tudo, pessoas assustadas em pontos de ônibus, dentro do ônibus, nas ruas, enfim, todo mundo com medo, à mercê de pessoas que não têm nada a perder, que matam por um real, um celular, que tocam o terror pelo simples prazer. Sem falar que não podemos confiar 100% na polícia, pois nos últimos dias vemos que ela hoje se enfrenta. Um absurdo.


Penso que para melhorar a violência, o trabalho é a longuíssimo prazo, mas é necessário que se tome providência agora. E isso não é uma obrigação exclusiva do governo, da polícia, unicamente, é minha, é sua, de todos nós. Precisamos de educação, de voltar a ensinar valores importantes a nossos filhos, de participar mais ativamente de sua educação doméstica, de dar exemplos e não de suprir faltas com dinheiros, presentes absurdos, entre outros mimos que estragam uma mente em formação.


A pergunta que fica é: onde tudo isso vai parar? Aonde vamos ter que chegar para unir forças e lutar por mudanças reais?

Um filme que ajuda a refletir sobre isso, sobre o ciclo vicioso da violência é "CRASH - NO LIMITE". Eu indico.

Beijos e até mais!!!


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